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Após vitória da Seleção, Tite evita polêmicas, mas diz: "Não sou hipócrita e não sou alienado"

Treinador diz que foco esteve voltado às partidas das Eliminatórias; confira entrevista

Após vitória da Seleção, Tite evita polêmicas, mas diz: "Não sou hipócrita e não sou alienado"
Foto: (Imagem:Reprodução/CBF TV)

Em entrevista coletiva após a vitória da seleção brasileira sobre o Paraguai, por 2 a 0, nesta terça-feira, o técnico Tite mais uma vez se esquivou de temas polêmicos, como o afastamento de Rogério Caboclo da presidência da CBF e o descontentamento dos jogadores em relação à Copa América. Porém, afirmou não ser hipócrita ou alienado.

Questionado se cogitou deixar o comando da Seleção por conta da turbulência dos últimos dias, o treinador afirmou:

- Pensei no trabalho, nas exigências que teria, cada dia, cada momento, quem escalar certo. Consultamos, trabalhamos. Quero fazer um agradecimento especial ao Thomás (Koerich) e ao Bruno (Baquete, ambos analistas de desempenho). Eles passaram dois dias sem almoçar direito, em função de todo o trabalho realizado. "Eu quero aquela imagem, eu quero aquela situação, porque o atleta não pode fazer isso, eu quero cobrar ele, mas também mostrar ali." Essa construção, que por vezes no bastidor, e, não por nada, mas que a mídia não tem acesso, o quanto é importante na construção do trabalho. Essa é a situação que eu pensei. Peguei minha energia toda e fiquei voltado para isso - declarou Tite, antes de completar:

- Não sou hipócrita, não sou alienado e sei que as coisas acontecem. Mas sei dar prioridade. Prioridade é meu trabalho e a dignidade do meu trabalho.

Segundo o treinador, o afastamento de Rogério Caboclo não influenciou nenhuma das decisões tomadas por ele e pelos jogadores nos últimos dias.

Tite foi questionado se aceitaria trabalhar com Rogério Caboclo caso ele voltasse à presidência da CBF após o afastamento de 30 dias e se esquivou:

- Se eu não tivesse parado de jogar aos 27 anos, eu não seria técnico. Não dá para responder no "se".

Boa parte da entrevista coletiva foi tomada por perguntas relacionadas a temas fora de campo. Em determinado momento, Tite disse que gostaria de curtir a boa fase da Seleção nas Eliminatórias. O Brasil tem 100% de aproveitamento após seis partidas.

- A gente quer comemorar um pouquinho os números altíssimos que conseguimos, as seis vitórias, número alcançado em 1969, que podemos ultrapassar em setembro. Em 18 jogos de Eliminatórias, foram 16 vitórias e dois empates (com Tite). Tomamos cinco gols. É a equipe mais efetiva ofensivamente, defensivamente. Mudando nos últimos jogos, uma série de mudanças. A gente quer comemorar um pouquinho isso - disse o auxiliar Cléber Xavier, que acompanhou o treinador na entrevista coletiva.

O treinador também falou sobre o tamanho da vitória brasileira no Paraguai, algo que não acontecia há 35 anos.

- Estava conversando com o (Eduardo) Berizzo antes e depois do jogo, do grau de dificuldade histórico, pela competitividade nos enfrentamentos que a gente tem. Foi assim na Copa América, onde empatamos em casa. O fato de ter saído na frente nos deu condição de administrar, do jogo sair de uma forma mais fluente. As coisas foram acontecendo com mais naturalidade, a pressão foi para o lado paraguaio. Conseguimos fazer um jogo num parâmetro bom, por isso a vitória veio - opinou.

Com Tite, a Seleção nunca perdeu nas Eliminatórias. Em 18 jogos, foram 16 vitórias e dois empates. Na atual edição, o Brasil chegou a seis vitórias consecutivas, repetindo a marca da equipe comandada por João Saldanha, que garantiu vaga na Copa do Mundo de 1970.

- É muito difícil mensurar agora. são etapas que a equipe vai construindo. Estou olhando Clodoaldo. Ele fez uma observação da copa de 70, que a seleção foi se construindo. E caracteristicamente as seleções são assim, porque a gente não tem muito tempo de estar junto, de ajustar. E mesmo dentro do próprio jogo a gente procurar alternativas. Hoje, por exemplo, iniciamos com três jogadores diferentes do outro jogo. E mais as substituições que nos proporcionaram. Essa competitividade, esse nível que os atletas individualmente vão trazendo de seus clubes pode proporcionar a seleção esse crescimento - destacou Tite.

Um repórter indagou ao técnico qual seria o limite dele no cargo e a resposta foi:

- Meu limite é da serenidade, da paz. Agradecer a todos do estafe, comissão técnica, grande trabalho que conseguimos realizar. De estar em paz comigo mesmo, respeitar todos. De ter o mesmo cuidado.. O Marquinhos foi muito feliz. Não colocando, e essa, sim, eu repudio, não colocando palavras na boca das outras pessoas, sem ter o devido conhecimento. informação verdadeira é uma grande prevenção para a gente saber como são as coisas, mas precisa-se verdadeiramente saber da situação de cada um. Temos posições, nós somos, mas temos, agora temos, sim, a grandeza. E talvez o momento particular seja de externar, mas agora não. Agora tem uma seleção, um trabalho, um grupo todo muito importante.

O coordenador da Seleção, Juninho Paulista, também esteve ao lado do treinador na entrevista e pediu a palavra ao final:

- Tivemos semanas desgastantes. Quero parabenizar Tite, a comissão. O trabalho não foi fácil, mas foi de excelência. Estamos felizes de conquistar, de fazer história, de participar, comandar um grupo de de profissionais tão competentes. Dizer isso é importante. Até em nome da entidade, a satisfação em tê-los, a satisfação com o trabalho é grande. O foco principal sempre foi a Copa do Mundo e as Eliminatórias já são Copa do Mundo. Estou aqui para reiterar o manifesto dos atletas. É um manifesto que nos representa. São jogadores, comissão e a delegação de todos os profissionais que trabalham com maior afinco para que a CBF possa dar as melhores condições de trabalho para todos vocês - afirmou o cartola.

Nesta quarta-feira, Tite divulgará a lista de convocados para a Copa América. A tendência é que ele faça poucas ou até nenhuma mudança em relação aos jogadores chamados para estas duas rodadas das Eliminatórias. A estreia do Brasil no torneio é domingo, contra a Venezuela, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Fonte: Globo Esporte 

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